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James Gilray, The Blood of the Murdered Crying for Vengeance (1793).
CHAMADA PARA ARTIGOS DA REVISTA ESCRIPTURAS - 2020.2

James Gilray, The Blood of the Murdered Crying for Vengeance (1793).

É impossível pensar a história e permanecer alheio ao papel que a violência desempenhou nos assuntos humanos, e, no entanto, é surpreendente que a violência raramente tenha sido escolhida como objeto de considerações especiais. Essa frase expressa uma avaliação formulada por Hannah Arendt nos anos 1960. Mais de meio século depois, tal avaliação permanece atual e pertinente. Desde então muito foi escrito. Numerosos estudos surgiram e catapultaram a história da violência para o patamar de um tema vasto o suficiente para preencher estantes inteiras. Porém, a extensão do interesse segue em descompasso com a densidade analítica: alguns dos estudos mais célebres de nosso tempo sequer formulam a pergunta o que é violência? – basta folhear Os Anjos Bons da Nossa Natureza: por que a violência diminuiu. Prevalece certa naturalização da violência, cuja realidade é, de modo geral, considerada corriqueira, óbvia para todos, algo que ninguém questiona. Este dossiê foi pensado a partir dessa inquietação. Portanto, esperamos que ele seja encarado como um convite a todos aqueles que se sintam mobilizados por pensar as relações existentes entre a compreensão da violência e os sentidos da história. Afinal, as maneiras de recordar e escrever sobre o passado afetam a identificação da violência? Haverá alguma relação fundamental entre a multiplicidade das abordagens historiográficas, em suas diferentes orientações teóricas, metodológicas, delimitações empíricas e temporais, e a ampliação da percepção da violência como fenômeno social que pode assumir uma realidade física, moral, institucional, simbólica, militar? Dito de modo mais direto: as formas da violência afetam as formas da história, ou vice-versa? Essa chamada é dirigida a todos aqueles interessados em publicar estudos relevantes para tal campo de questionamentos.

Prazo para o envio das propostas: 15/11/2020
Data de aceitação dos artigos: 15/12/2020 a 30/12/2020
Publicação deste número: janeiro de 2021


As propostas de artigos, resenhas, entrevistas e traduções, nos idiomas português, inglês, espanhol, francês e italiano, deverão ser enviadas para o contato: revistaescripturas@gmail.com

Dossier: 

Blood memories: remembering violence, writing history

It is impossible to think about history and remain indifferent to the role that violence has played in human affairs, and yet it is s urprising that violence has rarely been chosen as an object of focused consideration. This phrase expresses an assessment formulated by Hannah Arendt in the 1960s. More than half a century later, this assessment remains current and relevant. Since then much has been written. Numerous studies have emerged and projected the history of violence to the level of a theme vast enough to fill entire libraries’ shelves. However, the extent of interest remains out of step regarding the analytical density: some of the most famous studies of our time do not even ask the question “what is violence?” - just browse, for example, The Good Angels of Our Nature: why the violence has decreased. A certain naturalization prevails, and the reality of violence is, in general, considered a commonplace, something obvious to everyone, something that no one questions about. This dossier was designed based on this concern. Therefore, we hope that it will be read as an invitation to all those who feel mobilized by thinking about the relations between the understanding of violence and the meanings of history. After all, the question is critical: do ways of remembering and writing about the past affect the identification of violence? Is there a fundamental relationship between the multiplicity of historiographical approaches – in their different theoretical, methodological orientations, empirical and temporal delimitations – and the expansion of the perception of violence as a social phenomenon that can assume a physical, moral, institutional, symbolic, military reality? Put more bluntly: do the forms of violence affect the forms of history, vice versa? This call for papers is addressed to all those interested in publishing studies relevant to this field of questioning.


Deadline for submission of the proposals: 15/11/2020
Date of acceptance of the articles: 15/12/2019 to 30/12/2020
Journal publication: January 2021

 

Proposals for articles, reviews, interviews and translations in Portuguese, English, Spanish, French and Italian should be sent to the contact: revistaescripturas@gmail.com

Monoográfico: 

Memorias de sangre: recordar la violencia, escribir la historia

Es imposible pensar la historia y permanecer ajeno al papel que la violencia desempeñó en los asuntos humanos y sin embargo es sorprendente que la violencia raramente se haya elegida como objeto de especial consideración. Esa frase expresa una evaluación formulada por Hannah Arendt en los años 1960. Más de medio siglo después, esta evaluación sigue siendo actual y pertinente. Desde entonces mucho fue escrito. Numerosos estudios surgieron y catapultaron la historia de la violencia al nivel de un tema suficientemente vasto para llenar estantes enteros. Sin embargo, el grado de interés sigue en descompaso con la densidad analítica: algunos de los estudios más famosos de nuestro tiempo ni siquiera hacen la pregunta ¿qué es la violencia? – solo hojear Los ángeles que llevamos dentro: El declive de la violencia y sus implicaciones. Prevalece una cierta naturalización de la violencia, cuya realidad es, en general, considerada ordinaria, obvia para todos, algo que ninguno cuestiona. Este monográfico fue delineado en base a esta preocupación. Por lo tanto, esperamos que sea visto como una invitación a todos aquellos que se sienten movilizados por pensar las relaciones existentes entre la comprensión de la violencia y los sentidos de la historia. A fin de cuentas, ¿las formas de recordar y escribir sobre el pasado afectan la identificación de la violencia? ¿Existe una relación fundamental entre la multiplicidad de enfoques historiográficos, en sus diferentes orientaciones teóricas, metodológicas, delimitaciones empíricas y temporales, y la ampliación de la percepción de la violencia como un fenómeno social que puede asumir una realidad física, moral, institucional, simbólica, militar? Dicho de manera más directa: ¿las formas de violencia afectan las formas de la historia, o viceversa? Esta convocatoria está dirigida a todos aquellos interesados en publicar estudios relevantes para este campo de cuestionamientos.
 

Plazo de envío de las propuestas: 15/11/2020
Fecha de aceptación de los artículos: 15/12/2019 a 30/12/2020
Publicación de la revista: enero de 2021

 

Las propuestas de artículos, reseñas, entrevistas y traducciones, en portugués, inglés, español, francés e italiano, se deben enviar al contacto: revistaescripturas@gmail.com

Dossiê: 

Memórias de sangue: recordar a violência, escrever a história

João Paulo Rodrigues (UFMT)

 

Leandro Duarte Rust (UNB)

Organizadores:

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