Artigo

Sobre o primitivismo moderno: sobrevivências

Maria Bernardete Ramos Flores

Resumo: 

Se no século XIX, o conhecimento de povos estranhos à Europa foi totalmente etnocêntrico, no começo do século XX, com a crítica aos rumos da civilização ocidental e à modernidade racional, a representação do “primitivo”, em parte, se inverte. Intelectuais perceberam outras lógicas de conhecimento e de relação com a existência. Nas artes, o que se denominou de primitivismo foi a utilização de formas, linhas e cores da arte dos povos exteriores ao campo artístico europeu. O contato dos brasileiros da primeira fase do modernismo com a arte primitivista teve consequências, embora os problemas não fossem da mesma ordem. Porém, os intelectuais e artistas brasileiros também fizeram um retorno ao Brasil “arcaico”, num impulso para a emancipação de uma série de recalques históricos, sociais e étnicos. Ao final, pergunta-se se o etnocentrismo foi rompido nesse primeiro impulso de descolonização epistêmica, e levanta-se a reflexão sobre o conceito de “sobrevivências”, conclamando que há traços recalcados para serem reavivados pelo conhecimento e pelas artes.

Edição:

v. 3, n. 2. 2019

Data de publicação:

11 de janeiro de 2020

Dossiê: História Intelectual e Literatura

Palavras-chave: 

Primitivismo, Modernismo, Antropologia.

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